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CLASSIFICACAO DOS PAISES POR PERSEGUICAO 2008 - Coreia no Topo
  GERAL - A Coréia do Norte se mantém no topo da lista de Classificação de países por perseguição da Portas Abertas pelo sexto ano consecutivo. Não há nenhum outro país no mundo onde os cristãos estejam sendo perseguidos de modo tão horrível. A Arábia Saudita se mantém no segundo lugar, seguida de perto pelo Irã. Em quarto lugar estão as Maldivas. O islã é a religião majoritária em seis dentre os 10 primeiros: Arábia Saudita, Irã, Maldivas, Afeganistão, Iêmen e Uzbequistão. Três países têm os governos comunistas: Coréia do Norte, Laos e China. O Butão é o único país budista dentre os 10 países mais perseguidores. A novidade na lista é o aparecimento da Palestina, onde um cristão foi assassinado e vários outros foram presos, interrogados e agredidos por causa da fé em Jesus. O Nepal, que deixou de ser uma nação hindu, saiu da lista. Na quinta posição está o Butão, que subiu algumas posições nos últimos sete anos, principalmente porque a Somália e o Iêmen tiveram uma diminuição na perseguição. Em sexto vem o Iêmen, cuja posição não mudou apesar de haver uma pequena queda na perseguição. O Afeganistão subiu, do décimo lugar para o sétimo por causa de vários incidentes registrados em 2007 contra cristãos. A situação da liberdade religiosa no Laos mudou pouco, apenas uma posição, do nono para o oitavo. Dois novos países entraram nos dez mais: Uzbequistão e China. O estado de liberdade religiosa para os cristãos se deteriorou em 2007 na Coréia do Norte, Afeganistão, Paquistão, Líbia, Jordânia, Belarus e nos territórios palestinos. Até mesmo mais cristãos foram presos na Coréia do Norte em 2007; muitos foram espancados, presos, torturados, ou mortos por causa de suas convicções religiosas no reino de ermitão. No Afeganistão, o principal incidente foi o seqüestro de 23 cidadãos sul-coreanos em julho de 2007, que deu ao país uma posição pior do que em 2006, além de outros incidentes que também contribuíram para isso. No Paquistão, a influência de fanáticos muçulmanos nas forças de segurança e na polícia aumentou. Isso significa que os cristãos, em geral, estão sendo mais observados do que antes. Aumentou o número de ataques contra igrejas, casas cristãs e outros lugares nos quais os cristãos se reúnem. A Palestina é nova na Classificação. Lá, um cristão foi assassinado e outros foram presos, interrogados e agredidos por causa da fé cristã. Houve mudanças para melhor na Somália, no Vietnã, em Mianmar, na Etiópia, na Colômbia e no Nepal. A maioria deles tem tido uma melhora considerável na liberdade religiosa. Durante o ano passado, não recebemos notícias de cristãos sendo mortos, agredidos ou seqüestrados na Somália, como havia acontecido ao longo de 2006. Entretanto, o islamismo é a religião nacional, e a pressão social no que diz respeito às tradições islâmicas é forte. O Vietnã está em transição. Denominações inteiras, e diversas igrejas domésticas receberam permissão para operar, ou o registro. Entretanto, ainda há prisioneiros religiosos, sabe-se de um cristão que foi assassinado, e as regiões tribais experimentam um grau maior de restrição, se comparadas às áreas urbanas. Mas, de um modo geral, a Igreja tem gozado de mais liberdade do que nunca. Em Mianmar, o número de cristãos presos em 2007 foi menor do que no ano anterior. O número de cristãos mortos na Etiópia também foi consideravelmente menor do que em 2006. Recebemos relatos de prisões e opressão de cristãos na Colômbia, embora a descrição feita pela mídia sobre os cristãos protestantes não seja tão negativa quanto antes. O Nepal saiu da Classificação de países por perseguição. Em janeiro de 2007, o país teve uma nova Constituição, na qual permanece proibido apenas o proselitismo. O país não é mais um reino hindu. Os cristãos gozam de diversas liberdades, e a Igreja no Nepal está crescendo rapidamente. Em breve colocaremos à disposição neste site a relação completa dos 50 países que integram a edição de 2008 da Classificação de países por perseguição, assim como o novo mapa, devidamente atualizado. Tradução: Tsuli Narimatsu Missão Portas Abertas

Veja em quais países a situação dos cristãos piorou
  INTERNACIONAL - Além da Coréia do Norte e do Afeganistão, a situação para os cristãos piorou no Paquistão, Mauritânia, Líbia, Jordânia, Belarus e nos territórios palestinos, de acordo com a Classificação de países por perseguição da Portas Abertas. Paquistão (15) Para os cristãos paquistaneses, a vida na “terra do puro” (esse é o sentido da palavra Paquistão) é repleta de dificuldades, limitações, discriminação, ameaças, pressão, assédio e, ocasionalmente, morte. O governo oferece apenas proteção muito limitada para os cristãos. Em conseqüência disso, os mulçumanos fanáticos reinam praticamente livres e usam essa liberdade para tornar a vida dos cristãos o mais difícil possível. Some-se a isso, a corrupção desenfreada e o fato de que as leis de blasfêmia provavelmente não serão revogadas nem adaptadas. Assim, fica muito mais fácil entender como a situação do cristão paquistanês é realmente difícil. Na melhor das hipóteses, eles são cidadãos de segunda classe. De acordo com as informações que temos, aumentou a influência dos mulçumanos fanáticos nas forças oficiais de segurança e na polícia, o que quer dizer que os cristãos, em geral, são monitorados mais de perto que antes. Também aumentou o número de ataques a igrejas, a casas cristãs e a outros lugares de culto. Líbia (23) A Líbia não tem constituição nem lei que determine com clareza a liberdade religiosa. O país segue a lei islâmica tradicional. É proibido converter mulçumanos. As autoridades restringem a importação e distribuição de literatura religiosa. Os ex-muçulmanos estão sujeitos à pressão social e ao ostracismo. A maior perseguição vem da família e da sociedade. As igrejas estrangeiras, em geral, têm liberdade para fazer cultos em suas instalações contanto que não se envolvam em política nem permitam o acesso de líbios aos cultos. O total de pontos da Líbia, em comparação a 2006, cresceu por causa dos relatos que recebemos de que diversos cristãos foram presos em razão de suas (suspeitas) atividades cristãs, e outros foram feridos fisicamente por causa de sua fé. Mauritânia (24) A república islâmica da Mauritânia reconhece o islamismo como a religião oficial de seus cidadãos. O governo limita a liberdade religiosa em parte com a restrição de distribuição de material religioso não-islâmico e da evangelização de mulçumanos, embora a posse privada desse material não seja proibida. Não há liberdade de conversão para outra religião que não seja o islamismo. A sentença para apostasia é a morte, embora essa sentença não tenha sido executada (formalmente) nos anos recentes. O total de pontos da Mauritânia, em 2007, como no ano anterior, cresceu de forma considerável. Em 2007, recebemos mais informações sobre esse país, e estas indicam que a situação para os cristãos está pior do que se esperava. Isso não quer dizer que a situação piorou durante o ano passado. De acordo com nossos colaboradores regionais, não houve mudança na tendência de perseguição aos cristãos. Em 2007, poucos cristãos foram presos. Jordânia (39) A religião oficial da Jordânia é o islamismo. Proíbem-se a conversão do islamismo e a evangelização de mulçumanos. Os convertidos do islamismo enfrentam discriminação da sociedade e, às vezes, do governo. Os ex-mulçumanos convertidos a outra religião ainda são considerados mulçumanos e ficam sob a jurisdição das cortes sharia. A Jordânia é conhecida como o país com mais orientação ocidental e mais livre do Oriente Médio. Por essa razão, o aumento de pontos da Jordânia é uma surpresa para muitos. Explica-se esse aumento tanto pelo fato de termos recebido mais informações sobre o país como pelo aumento do controle dos cristãos, em geral, e da pressão sobre os missionários estrangeiros, em particular. Muitos vistos não foram renovados, e três missionários e suas famílias foram forçados a deixar o país, alguns após poucos dias de detenção. Líderes de igreja que tentavam alcançar mulçumanos foram importunados. Algumas pessoas que ministram para refugiados iraquianos também foram impedidas de fazer isso. Além disso, nossa equipe na região relatou que, no momento, é impossível o registro de novas denominações. Belarus (41) Belarus tem um dos regimes mais repressivos da Europa. Os direitos humanos, sob a ditadura do presidente Lukashenko, são esmagados, e os dissidentes, presos. O governo continua a restringir a liberdade religiosa. Embora o país não tenha formalmente uma religião oficial, a Igreja Ortodoxa Bielo-russa desfruta de posição privilegiada. Protestantes (como luteranos, reformados, evangélicos e batistas) atraem atenção negativa, provavelmente por suas presumíveis ligações com os Estados Unidos. Ocorreram inúmeros ataques a monumentos, prédios e cemitérios religiosos com pouca resposta perceptível por parte do governo. As autoridades têm mantido, durante anos, comunidades religiosas à espera de decisões a respeito de registro ou restituição de propriedades. As autoridades também assediam e multam membros de certos grupos religiosos, em especial aqueles que elas parecem ver como portadores de influências culturais estrangeiras ou de algum programa político. Missionários, clérigos e trabalhadores humanitários estrangeiros afiliados à igreja enfrentam muitos obstáculos impostos pelo governo, até mesmo deportação e a recusa ou cancelamento de visto. Em 2007, o número de incidentes de perseguição aumentou, resultando em uma pontuação um pouco mais alta para o país na lista. Mais cristãos foram presos e interrogados, mais cristãos, assediados, e mais reuniões da igreja, interrompidas. Territórios palestinos (42) Os territórios palestinos — Cisjordânia e Gaza — são novos na classificação de países por perseguição. Durante o ano passado, a tendência em relação à perseguição de cristãos aumentou de forma considerável. Além disso, também coletamos mais informações sobre essa região do que em anos anteriores. Os territórios palestinos ficam sob a jurisdição da Autoridade Palestina, que não tem constituição. A lei palestina básica concede liberdade religiosa. Contudo, ela também afirma que o islamismo é a religião oficial e que os princípios da sharia são a principal fonte da legislação. Em junho de 2007, acabou a união dos governos do Hamas e do Fatah quando os militantes do Hamas lançaram um golpe súbito contra o Fatah. Poucos dias depois disso, eles assumiram a Faixa de Gaza. No mesmo período, militantes não identificados atacaram a Rosary Sister School [Escola Irmãs do Rosário]. A vitória do Hamas também resultou em mais violência contra ex-mulçumanos. Em vista dessas circunstâncias, parece que os extremistas mulçumanos se sentem cada vez mais encorajados a perseguir ex-mulçumanos. Também se reportou um crescente número de incidentes com ex-mulçumanos: por exemplo, dois cristãos tiveram de fugir para a Jordânia; um deles fora detido pela família por ter se convertido ao cristianismo. No último mês de outubro, o gerente da livraria da Sociedade Bíblica de Gaza foi morto depois de receber ameaças de extremistas mulçumanos. Ninguém foi acusado pelo assassinato. Em abril de 2007, após ameaças prévias, a livraria foi atacada com bombas. Diversos cristãos foram presos, interrogados e espancados por causa de sua fé. A pontuação dos Estados do Golfo, Qatar, Omã, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Barein parece sugerir que a situação da liberdade religiosa dos cristãos piorou. No entanto, esse não é necessariamente o caso. Primeiro, recebemos mais informações que indicam que a situação dos cristãos nesses países está pior do pensávamos. Segundo, existe uma situação especial nos Estados do Golfo em que os estrangeiros representam uma parte desproporcionalmente grande da população. Muitos deles vêm de países em que o cristianismo predomina e, com freqüência, são tratados de forma distinta. Por exemplo, eles, em muitos casos, desfrutam de mais liberdade que a população de cidadãos locais, população essa que, com freqüência, considera-se que seja mulçumana. Nessa população também há cristãos, quer antigos cristãos quer ex-muçulmanos. Eles raramente desfrutam, se é que já desfrutaram, de alguma liberdade religiosa. Uma vez que a situação deles poderia ser “lançada na sombra” por causa da situação favorável dos estrangeiros, escolhemos focar essa população cristã de cidadãos locais quando completamos os questionários para os países do Golfo. Não excluímos a população estrangeira, mas demos um peso menor a ela do que seus dados sugerem. Esse é outro motivo, independentemente do aumento de quantidade de informações recebidas, por que os países do Golfo subiram a pontuação. À medida que os dados não acarretam mudança na situação da liberdade religiosa para os cristãos, nós não mudamos o “zero” sob a coluna “tendência”. Tradução: Maria Helena Aranha Fonte: PORTAS ABERTAS

Filho de líder do Hamas abraça o cristianismo

ISRAEL E PALESTINA - Mosab Hassan Yousef é filho de um dos mais influentes líderes do Hamas, uma organização militante palestina, e cresceu em uma rígida família islâmica. Agora, aos 30 anos, ele freqüenta uma igreja cristã evangélica, Barabbas Road, em San Diego, Califórnia. Ele renunciou sua fé muçulmana, deixou sua família para trás em Ramallah e está buscando asilo nos Estados Unidos. Segue a transcrição de parte da entrevista exclusiva dele à “Fox News”: Como deixou o islamismo pelo cristianismo? Mosab: Quando eu estudei a Bíblia cuidadosamente, versículo por versículo, constatei que aquele era o livro de Deus, a palavra de Deus com certeza, de forma que comecei a ver as coisas de um modo diferente. Foi difícil para mim dizer que o islã está errado. O islã é meu pai. Eu cresci 22 anos por esse pai. E um outro pai veio a mim e me disse: ‘Desculpe-me, Eu sou seu pai.’ E eu fiquei praticamente dizendo: ‘Do que você está falando? Isto é, eu tenho meu próprio pai, e é o islã!’ E o pai do cristianismo e me disse: ‘Não. Eu sou seu pai. Eu estava na cadeia, e este Islã não é seu pai.’. Basicamente, foi isso o que aconteceu. Não é fácil crer que este islã não é mais seu pai. Por isso, eu tive que estudar o islã de novo, a partir de uma perspectiva diferente para descobrir todos os enganos, os enormes enganos e seus efeitos, não apenas sobre os muçulmanos – dos quais odiava os valores… Eu não gostava de todas aquelas tradições que fazem as vidas das pessoas ficarem mais difíceis – além de seus efeitos também na humanidade. Na humanidade! Pessoas matando umas às outras em nome de Deus. Definitivamente, comecei a descobrir que o problema era o islã, não os muçulmanos e aquelas pessoas. Eu não os posso odiar, pois Deus os amou desde o começo. E Deus não cria lixo. Deus criou boas pessoas que Ele amou, mas elas estão doentes, elas têm uma idéia errada. Eu não odeio essas pessoas, não mais, mas eu sinto muita pena deles e a única forma de eles serem mudados é através do conhecimento da Palavra de Deus e o caminho real até Ele. Você se preocupa com o fato de que, dizendo essas coisas, haja o perigo de que piore o ódio entre cristãos e muçulmanos no mundo? Mosab: Isso poderia acontecer se um cristão fosse falar com eles sobre a realidade do islã. Eles colocam os cristãos na lista de inimigos de qualquer modo. Então, se você vai a eles e lhes fala, como um cristão, eles vão se ofender imediatamente e eles o odiarão e isto definitivamente aumentará o vácuo entre ambas as religiões. Mas o que fez alguém como eu mudar? Anos atrás, quando eu estava lá, Deus abriu meus olhos, minha mente também, e eu me tornei uma pessoa completamente diferente. Então, agora, eu posso fazer este trabalho, enquanto vocês, como cristãos, podem me ajudar a fazê-lo, mas talvez vocês não estejam aptos a isso. Muçulmanos agora não têm mais desculpas. Quão difícil tem sido o processo de você efetivamente se separar de sua família, deixar seu lar para trás? Quão difícil é isso? Mosab: É como arrancar a pele de seus ossos, foi isso que aconteceu. Eu amo minha família, eles me amam. E meus irmãos pequenos, eles são como meus filhos. Eu os criei. Basicamente, foi a maior decisão da minha vida. Eu deixei tudo para trás, não apenas família. Quando você decide se converter ao cristianismo ou a outra religião fora do islã, isso não se trata apenas de dizer adeus e sair, você entende? Não é só isso. Você está dizendo adeus à cultura, civilização, tradições, sociedade, família, religião, Deus – isto é, o que você pensava que era Deus por muitos anos! Então, não é fácil. É muito complicado. Pessoas pensam que é fácil, como se não tivesse importância. Agora eu estou aqui nos EUA e tenho minha liberdade e isso é grandioso, mas ao mesmo tempo, nada é como a família, você sabe. Perder sua família... Você perdeu sua família? Mosab: Minha família é educada e foi muito difícil para eles. Eles pediram muitas vezes, especialmente nos primeiros dois dias, para eu manter minha fé para mim mesmo e não ir à mídia anunciá-la. Mas para mim isto era uma tarefa vinda de Deus que eu anunciasse Seu nome e o louvasse mundo afora, porque minha recompensa será que Ele fará o mesmo por mim. Então eu o fiz basicamente com uma tarefa. Fico imaginando: Quantas pessoas podem fazer o que faço hoje? Eu não encontrei nenhuma. Então, eu tinha que ser forte a respeito disso. Foi muito desafiador. A decisão mais difícil na minha vida e eu não a tomei por diversão. Eu não fiz isso por coisa alguma deste mundo. Eu o fiz apenas por uma razão: Eu cri naquilo. Pessoas estão sofrendo todos os dias por causa de idéias erradas. Eu as posso ajudar a sair desse círculo sem fim… o caminho que o diabo traçou para elas. Para ler a entrevista completa, em que ele fala do Hamas, de seu pai, e do conflito Israel e Palestina, basta clicar aqui. Tradução: Daniel Mata FONTE: www.portasabertas.org.br

Terremoto: saiba como Deus está atuando em plena catástrofe

CHINA - Um diretor da Portas Abertas Internacional responsável pela área de treinamento na China visitou a região arrasada pelo forte terremoto no mês passado. Ele concedeu a seguinte entrevista: Como estava a região de Chengdu depois do terremoto? Como já pode ser visto nos noticiários, é triste de ver o que o desastre causou a todas aquelas pessoas inocentes. Embora não saibamos ao certo quantos cristãos morreram, a província de Sichuan, onde se deu o terremoto, possui uma das menores concentrações de cristãos no país, entre 1 e 2% da população. Tem sido relatado que muitos cristãos sobreviveram à catástrofe. Por exemplo: naquele dia, um grupo de crentes estava orando em um edifício particularmente velho. Com o tremor, logicamente, o prédio deveria ter vindo abaixo. Mas não foi isso o que aconteceu. O prédio continuou em pé, com todos os cristãos seguros dentro dele, ao passo que prédios muito mais fortes, ao redor, desmoronaram. O edifício de três igrejas nas quais trabalhamos ficaram tão danificados que a congregação não poderá mais se reunir lá dentro. No futuro, eles precisarão ser reconstruídos. No entanto, também vimos a mão poderosa de Deus entre a Igreja desde o primeiro dia. Cristãos, dirigindo seus próprios carros, iam comprar remédios, água e comida e levá-los aonde os caminhões e carros do governo não conseguiam chegar. Sem exceção, antes de distribuir esses itens, os cristãos falavam aos sobreviventes da esperança eterna e da salvação em Jesus. As pessoas foram extremamente tocadas pelo fato de outros suprirem suas necessidades. Muitos deles diziam pela primeira vez: “Obrigado Deus, obrigado Jesus”. Eles estão ouvindo o evangelho! Essas igrejas continuarão a acompanhá-los e a evangelizá-los. Elas estão ocupadas, suprindo a necessidade dos sobreviventes, e também os instruindo sobre a vida eterna. Então, hoje há mais possibilidades de pregar o evangelho do que antes? Sim. Sichuan é uma província pobre, e a Igreja não é forte lá. Uma pequena igreja que visitamos, constituída de aproximadamente 40 famílias, perdeu metade de seus membros quando a seita Dongfang Shandian se aproximou dela, e desviou-os da fé. Em suas visitas, pastores se depararam com vizinhanças pobres e estradas escarpadas. O terremoto, entretanto, mudou tudo isso. De repente, as pessoas se tornaram cientes da existência da morte, e muitos estão ávidos por ouvir mais. Os cristãos têm tido oportunidade de testemunhar. Visitamos também alguns hospitais, e ficamos surpresos: tem havido abertura. O governo quer que as pessoas visitem os hospitais, não apenas para identificar possíveis membros da família entre as vítimas, mas principalmente para encorajar e confortar os pacientes traumatizados. Há cristãos de outras áreas do país ajudando Sichuan? Esse é outro item que entra na lista de “todas as coisas cooperam para o bem” (Rm 8.28). Os chineses têm sido proibidos de viajar dentro do país por causa da chegada da Olimpíada. Porém, alguns grupos com os quais trabalhamos, situados em outras cidades, estão mandando voluntários para Sichuan. Um deles tem 17 pessoas, o outro tem 30. Eles incluem enfermeiras e médicos que estão trazendo doações extremamente generosas. Eles vão ficar mais que uma ou duas semanas; pretendem uma estadia de longo prazo, a fim de que possam expressar de modo genuíno o amor de Deus pelas pessoas que têm sofrido. Para você, qual deve ser a atividade da Portas Abertas com as igrejas dessa região? Graça a Deus, a Portas Abertas tem uma visão de ajudar a Igreja de forma integral. Naturalmente, estamos comprando remédios e tendas para abrigar as pessoas. Como choveu depois do desastre, muitas pessoas ficaram sem o menor abrigo. Temos visto as escolas reabrindo. Cerca de sete mil escolas foram destruídas e perderam tudo o que tinham, poucas tiveram alguns alunos sobreviventes. Suprimos as necessidades básicas desses alunos para que voltassem às aulas. No entanto, queremos mais que isso. Alguns médicos pensam em estabelecer um programa com esses alunos, conversando com eles e examinando-os para ver se estão mal-nutridos. Com programas de saúde, a Portas Abertas terá acesso às famílias. Haverá oportunidade de oferecer seminários de aconselhamento de trauma, e cursos para casais, ajudando os pais a estabelecerem famílias harmoniosas e amorosas. Esses seminários de casais têm tido sucesso em outras regiões do país. A província de Sichuan parece um bom lugar para o curso de valorização da família. As igrejas e suas famílias ficarão mais fortes depois do terremoto. Uma observação que fiz: mesmo antes de a catástrofe acontecer, Satanás tem tentado destruir as famílias, fazendo-as crer que ajudar um parente não é tão importante como apoiar o Estado. Aqui está outra oportunidade dada por Deus para abordar a comunidade toda. As famílias cristãs, em especial, precisam saber que uma família forte resulta em uma Igreja forte. A Portas Abertas deverá de envolver ativamente nessas áreas. Tradução: Daila Fanny FONTE: Missão Portas Abertas

Extremistas açoitam evangelista que pregava para mendigos

ÍNDIA (30º) - Extremistas hindus surraram um evangelista sob a alegação de que ele forçava conversões, na vila de Baswapur, distrito de Nizambad, Estado de Andhra Pradesh. O Conselho Mundial de Cristãos da Índia (GCIC) relatou que o evangelista Shyam Kumar entregou partes do Evangelho para alguns mendigos que fazem ponto perto do templo hindu e começou a falar sobre Cristo com eles. Quatro homens que observavam à distância avançaram contra Shyam, acusando-o falsamente de forçar a conversão dos mendigos. Eles chutaram e socaram o evangelista até que ele caísse, além de pegarem o material que ele distribuía. “Mais tarde, os ferimentos internos e os hematomas nos braços e pernas de Shyam foram tratados em uma casa de saúde particular”, contou Sajan George, do GCIC, à agência de notícias Compass. “Ele não apresentou queixa já que perdoou os agressores”, explicou. Mulheres e crianças agredidas No mesmo dia, em Nova Délhi, nacionalistas hindus atacaram uma casa em que se realizava uma reunião de oração, em Shahabad, e acusaram o pastor de “forçar” conversões e ameaçaram matar os cristãos se o grupo não se dispersasse na mesma hora. A Associação Legal Cristã da Índia relatou que, por volta das 8h, os extremistas, liderados por Pandit Dhanlal Diweli, invadiram a reunião de oração e bateram no pastor Akbar Suna, da Missão Colheita do Evangelho Pleno. Eles esmurraram e esbofetearam outros cristãos, incluindo mulheres e crianças. Os cristãos receberam tratamento hospitalar. O responsável pela delegacia da área, Hanuman S. Meena, disse que a atitude contra os dois grupos foi baseada na seção 107/150, do Código de Procedimento Criminal, a fim de manter a ordem e prevenir futuros conflitos. Ele acrescentou que, dependendo do resultado do exame médico, uma atitude contra os agressores seria tomada. Tradução: Maria Helena Aranha Fonte: Compass Direct

Bispo católico é detido no dia de encerramento dos Jogos

CHINA (10º) - A polícia chinesa deteve em uma igreja da província de Hebei o bispo de Zhending, Giulio Jia Zhiguo, que esteve em prisão domiciliar durante os Jogos Olímpicos de Pequim ( Beijing). A detenção aconteceu no domingo (24), quando o prelado rezava uma missa na catedral de Wuqi, ato para o qual contava com a permissão das autoridades. Os católicos da China estão divididos entre os que pertencem à Igreja oficial - controlada pelo governo comunista - e a clandestina, em comunhão com Roma e não autorizada pelo governo chinês. Ele passou 15 anos na prisão Monsenhor Giulio Jia Zhiguo, principal dirigente de uma diocese com 110 mil fiéis e várias dezenas de sacerdotes e freiras, passou 15 anos na prisão, entre 1963 e 1978, e nos últimos anos foi detido e libertado pelo governo chinês pelo menos 11 vezes. Durante os Jogos Olímpicos realizados na China, ele foi um dos bispos submetidos à prisão domiciliar e vigilância contínua, uma medida decretada pelo Executivo para "evitar tensões". As autoridades chinesas proibiram ainda a realização de "reuniões cristãs", apesar de milhares de fiéis de Zhending terem ido no domingo, último dia dos Jogos Olímpicos, à catedral para assistir à missa dominical. Perante esta situação, a polícia ordenou ao bispo que rezasse a cerimônia "para evitar enfrentamentos", apesar de Jia Zhiguo não ter podido concluir a missa, já que foi detido durante a sua celebração. Fonte: Efe

Governo promete julgar cristãos, depois do fim da Olimpíada

Na província de Shandong, dois integrantes da equipe do seminário de uma igreja não-registrada, na cidade de Weifang, esperam pelo julgamento por “práticas ilegais de negócios”, depois de supostamente tentarem comprar Bíblias da Amity Press, editora oficial da China autorizada a imprimir Bíblias. O curioso é que os acusados foram detidos sob outras alegações. Segundo as autoridades locais, o governo só aguarda o término dos Jogos Olímpicos para levá-los a julgamento. Ore por justiça. Em 20 de maio, a polícia deteve por pouco tempo a professora Jin Xiuxiang, antes de pedir para que ela voltasse para casa. Em 29 de maio, a polícia e autoridades do Departamento de Administração de Assuntos Religiosos invadiram o seminário onde ela trabalhava, prenderam Jin e outro professor, Zhang Yage, junto com o diretor Lu Zhaojun por ter “uma escola sem licença”. Na ocasião também foram confiscados os pertences do seminário, incluindo Bíblias e outros tipos de literatura cristã, uma minivan e um cartão de banco, de acordo com a Associação de Ajuda à China (CAA, sigla em inglês) ( relembre o caso). Acusação muda subitamente Todos os três foram libertados em 28 de maio, depois de a CAA relatar a batida policial no seminário. No entanto, quando Lu e Jin retornaram ao distrito policial em 2 de junho para perguntar sobre os bens confiscados, os oficiais os detiveram de novo e os sentenciaram a um mês de detenção criminal por “operação de negócios ilegais”. Os bens não foram devolvidos. As autoridades, a seguir, libertaram Lu e Jin, em 12 de julho, com o pagamento da fiança, informando-os que seriam julgados após os Jogos Olímpicos. Fontes da agência de notícias Compass confirmaram que Lu e Jin estão sob vigilância. Tradução: Maria Helena Aranha Fonte: Compass Direct

Agências de notícias seculares confirmam a detenção de cristãos

Saiba mais sobre a Igreja Perseguida no Iêmen IÊMEN (6º) - Um grupo de direitos humanos soube que autoridades iemenitas continuam detendo cristãos que se convertem do islã para o cristianismo. De acordo com informações da agência de notícias Associated Press e da Fox News, uma autoridade iemenita não identificada admitiu que o país deteve nove convertidos entre maio e agosto de 2008. Segundo a International Christian Concern (ICC) sete cristãos foram detidos recentemente por autoridades iemenitas, acusados de “promover o cristianismo” (leia mais). A ICC tem em mãos os nomes de vários dos cristãos detidos, mas para a segurança deles, neste momento, optou por não divulgá-los. Fontes disseram que os cristãos foram detidos pelo Escritório de Segurança Político, encabeçado pelo coronel Ghaleb Al Qamish. A ICC disse ainda que os funcionários do Escritório de Segurança Político são conhecidos por levar adiante matanças extrajudiciais, tortura e outras formas de violações aos direitos humanos. Outros cristãos presos temem passar pelos mesmos procedimentos e até morrer. Violação aos direitos humanos O presidente da ICC, Jeff King, disse em uma circular de notícias: "A detenção dos cristãos iemenitas não só viola os direitos humanos deles, mas também os expõem a violações adicionais como tortura e até mesmo matanças extrajudiciais. As autoridades iemenitas deveriam cumprir com as obrigações delas baseadas na lei de direitos humanos internacional, libertando os cristãos, e respeitando a liberdade de credo de seus cidadãos." A organização está conclamando os cristãos a orarem pela segurança destes irmãos e pedir pela liberação deles. O Iêmen fica situado no Oriente Médio, limitando o Golfo de Áden e o Mar Vermelho, entre Omã e a Arábia Saudita. Tradução: Tsuli Narimatsu Fonte: ANS

 
 
 
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